sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

The end

   Gostaria de encerrar o ano com uma postagem que simplificasse o que esse ano representou, mas infelizmente esse ano foi muita coisa pra mim, muitas alegrias, tristezas, ausências, e novas presenças...aprendi muitas coisas novas, conheci pessoas legais..espero ter feito a diferença pra alguma delas! Apesar de tudo esse ano foi bom, parte das minhas expectativas se tornaram realidade, outras nem tanto.Espero que o que fiz em 2010 tenha  frutos em 2011.Algumas musicas que conheci esse ano dizem o que eu não consigo como I Am Mine do Pearl Jam e muitas musicas do Coldplay e um filme muito bom e 500 dias com Summer(qualquer semelhança com a realidade e mera coincidência) .Esse ano me deixou feridas incuráveis, mas também alegrias que não consigo descrever.Como já postei anteriormente "O TEMPO NÃO CURA NADA.ELE SÓ TIRA O INCURÁVEL DO CENTRO DAS ATENÇÕES",então deixemos o tempo passar e que venha 2011.Sempre olhe adiante!!!
  Pra final um trecho de Shiver do Coldplay:
   
So I look in your direction
But you pay me no attention, do you?
I know you don't listen to me
'Cause you say you see straight through me, don't you?

I'll always be waiting for you
But you never even see me
  Don't you shiver
                    R.F
"É o Fim que Confere o Significado às Palavras." (Samuel Beckett)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

E o que vem...

Mais um ano acabando e me sinto na mesma,nenhuma novidade, nenhuma nova alegria... poucas coisas realmente me marcaram esse ano, até mesmo coisas que pensei que iam durar muito tempo hoje já não fazem mais sentido. Pergunto-me, será que esse ano realmente valeu a pena, será que minhas ações valeram a pena, será que fiz a diferença pra alguém? Fim de ano é isso, refletir sobre as coisas novas que surgiram, as velhas que passaram, o que ficou e o que não fez tanta diferença. Agora é esperar pra tudo começar de novo, novas pessoas, alegrias e tristezas, momentos de emoção, expectativas... realidade e tudo que o que vem tem a me oferecer, novos amores e momentos com a velha conhecida solidão.
        O filme nunca acaba e é assim sem parar!!
R.F

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Eu queria...


Eu queria ser um robô , desprovido de dor .
Eu queria não ter um coração , que sentisse tanto.
Eu queria não ter sentimentos , principalmente o amor .
Eu queria ser uma borracha , para apagar aquilo que me faz mal.
Eu queria voltar a ser criança , pois estaria feliz.
Eu queria ter muito dinheiro e ir embora daqui ,ou melhor, eu queria ter um carro, para ir sem saber aonde ir !
Eu queria tanto ... que nem sei se posso querer...  
Paula Naranjo

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sepultura


Se por noite cheia de assombros
Um bom cristão, todo apiedado,
Enterra sob velhos escombros
O teu corpo tão celebrado,

Na hora em que as límpidas estrelas
Cerrarem seus olhos sonolentos,
A aranha que fará as teias
E a víbora fará os seus rebentos;

Ouvirás, toda a temporada,
À tua fronte condenada,
Uivos de lobo em solidões

E os dos feiticeiros famintos,
E os dos velhos cheios de instintos
E o vil conluio dos ladrões.
(Charles Baudelaire)

domingo, 12 de dezembro de 2010

Definitivo



“Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido juntos e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional…”

 Carlos Drummond de Andrade

sábado, 4 de dezembro de 2010

Tempo

O tempo não cura nada . O tempo só tira o incurável do centro das atenções .

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Lágrimas


Seria bom um pouco de verdade,
Não ter que aparentar sempre o mesmo sorriso... frio.
Para pessoas que não me compreendem
Uma lágrima atrás de um sorriso resume muito de mim.
Com um desenho deixo escapar minhas emoções,
Esboço esse sorriso que não é meu.
Em uma figura que não é minha,
Vejo aspectos sombrios por medo de ver o que ou o quão interessante eu sou.
Com um sorriso torto encontro uma fuga.
Ontem tive vontade de chorar por saudade daquilo que nunca tive,
Ontem tive vontade de chorar por aquilo que não consigo observar,
Ontem tive vontade de chorar por não perceber quem quer me ajudar.
Aparência?!
Não noto muito fora do meu mundo.
Os olhos são cegos!
Hoje tive vontade de sorrir
Porque não se pode ficar triste para sempre
E por não demonstrar minhas lágrimas
Torno-me interessante.
Seria bom um pouco de verdade
Nessa busca do quem sou eu
Uma ilusão realista que me deixa apenas duvidas
Mas quem sabe em um buraco no muro de minha alma
Atrás dessa mascara,eu encontre
As coisas divertidas,meu sorriso,uma mudança de ares que me faz feliz
No fim sou o que sou
Apesar de deixar que outros notem isso por mim
R.F


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O que fazer ?

O que eu poderia fazer?
Devia esconder o que penso?
Será que eu não posso resolver?
Ou deveria ter um pouco de bom senso?

Cheio de desculpas esfarrapadas
E conversas que não levam a nada

E quando fugimos da essência
Contrariamos nossa própria natureza
Muitas vezes perdendo a consciência
Deveríamos ter o mínimo de certeza?

Enquanto eu insisto em saber o "por que"
Você diz que não há nada que eu possa fazer!
 M.M